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Quando nasce o primeiro dente do bebê? Sinais e cuidados

Por volta dos 6 meses é comum, mas não é uma data-limite. Entenda os sinais, comece a higiene bucal e saiba quando buscar ajuda.

19 agosto 2026
Uma mulher sentada no chão de uma sala de estar segura um bebê no colo. Eles se olham e sorriem.

O primeiro dente do bebê costuma aparecer por volta dos 6 meses. Em muitos casos, isso acontece entre 6 e 10 meses, mas o dentinho também pode nascer antes ou depois. Essa faixa ajuda a situar o desenvolvimento, pois o momento varia de bebê para bebê.

Quando o dente despontar, já é hora de começar a escovação. Durante esse período, o desconforto tende a ser leve e concentrado na gengiva. O estado geral do bebê importa mais do que tentar explicar todo sintoma pela dentição.

Quando não atribuir à dentição
Febre, diarreia ou abatimento não devem ser atribuídos ao nascimento dos dentes. Se esses sinais forem intensos, persistirem ou vierem com dificuldade importante para mamar ou beber, procure o pediatra. Se houver dificuldade para respirar, o bebê não conseguir mamar ou beber ou estiver difícil de acordar, busque atendimento urgente e acione o SAMU 192 quando precisar de transporte de emergência.

Com quantos meses costuma nascer o primeiro dente?

O Ministério da Saúde situa o início por volta de 5 a 6 meses, e a Academia Americana de Pediatria usa 6 a 10 meses como uma faixa típica. Se o dente ainda não apareceu e isso preocupa você, converse com o pediatra ou com o dentista sem esperar por um mês específico.

Qual dente costuma vir primeiro?

Na maioria das vezes, os primeiros dentes são os dois dentinhos da frente de baixo, chamados incisivos centrais inferiores. O NHS descreve esse como o padrão mais frequente. Use a sequência apenas como referência, pois outros dentes podem aparecer primeiro.

Sinais da dentição: o que pode acontecer e o que merece atenção

Nem todo bebê apresenta sinais quando um dente está nascendo. Quando há desconforto, ele costuma ser local e leve.

Sinais que podem aparecer

  • gengiva dolorida, avermelhada, inchada ou com coceira onde o dente está nascendo;
  • mais saliva do que o habitual;
  • vontade de levar as mãos à boca ou de mastigar;
  • irritabilidade leve;
  • irritação na pele provocada pela saliva;
  • uma breve alteração do sono.

Choro intenso ou persistente, dor fora do habitual e mudança importante na alimentação ou na hidratação pedem avaliação. Não trate esses sinais como simples desconfortos da dentição.

Febre, diarreia e mal-estar não são sinais comuns da dentição

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que febre e diarreia não sejam atribuídas ao nascimento dos dentes. Se o bebê também estiver abatido ou tiver dor, choro ou dificuldade para se alimentar fora do habitual, procure avaliação pediátrica para investigar outra causa.

Como cuidar do primeiro dente e aliviar o incômodo com segurança?

A escovação começa com o primeiro dente

Comece a escovar assim que o primeiro dente aparecer.

Uma mulher segura um bebê no colo e mostra uma escova pequena perto da pia.
A escovação começa quando o primeiro dente aparece e deve ser feita por um adulto.

Nos primeiros anos, a rotina indicada é:

  • usar uma escova pequena e de cerdas macias;
  • escovar duas vezes ao dia;
  • escolher creme dental com pelo menos 1.000 ppm de flúor;
  • aplicar uma quantidade equivalente a um grão de arroz até os 3 anos e 11 meses;
  • deixar que um adulto coloque o creme dental e faça a escovação ou acompanhe de perto;
  • manter o creme dental fora do alcance da criança.

Para um bebê saudável e ainda sem dentes, a diretriz atual do Ministério da Saúde não orienta limpar a boca apenas para prevenir cárie no futuro. Se houver uma condição bucal específica ou se surgir alguma dúvida sobre flúor, quantidade ou técnica, converse com o dentista ou com a equipe de saúde bucal da UBS.

Alívio simples e sem medicamentos

Para um incômodo leve, massageie delicadamente a gengiva com um dedo limpo ou ofereça um pano limpo, úmido e fresco, sempre com supervisão próxima. Acolher e distrair o bebê também pode ajudar. Se a dor, o choro ou a dificuldade para se alimentar fugirem do habitual, procure orientação em vez de insistir nos cuidados caseiros.

O que não usar na dentição

As orientações da Academia Americana de Pediatria, do NHS e da FDA recomendam evitar práticas que podem causar intoxicação, ferimentos, engasgo ou estrangulamento:

  • géis ou líquidos anestésicos para passar na gengiva;
  • comprimidos ou géis homeopáticos para dentição;
  • álcool na gengiva;
  • colares de âmbar ou qualquer acessório de dentição usado no pescoço;
  • objetos congelados até ficarem duros;
  • mordedores ou outros itens com líquido por dentro.

Não ofereça medicamentos nem aplique produtos na gengiva sem orientação. Se você pensa em usar algum remédio para aliviar o desconforto, converse antes com o pediatra ou com o dentista da criança.

Quando procurar o dentista, o pediatra ou um serviço de urgência?

Consulta preventiva no primeiro ano

Marque a primeira consulta odontológica quando o primeiro dente aparecer e, no máximo, até o primeiro aniversário. O dentista, o odontopediatra ou a equipe de saúde bucal da UBS podem orientar a higiene e avaliar o desenvolvimento da boca. Se o bebê completar 1 ano sem dentes, leve essa dúvida à consulta para uma avaliação individual.

Uma mulher segura um bebê enquanto conversa com uma profissional de saúde em uma sala iluminada.
A primeira consulta odontológica é preventiva e deve ocorrer com o primeiro dente ou, no máximo, até o primeiro aniversário.

Quando marcar uma avaliação

  • Fale com o pediatra se houver febre, diarreia ou outros sintomas persistentes ou intensos, se o bebê parecer doente, sentir dor ou chorar de forma incomum, ou tiver dificuldade importante para mamar ou beber.
  • Procure o dentista em caso de trauma na boca, sangramento incomum ou preocupação persistente com o tempo ou a sequência do nascimento dos dentes.

Estas orientações são gerais. Só um profissional pode investigar atraso, infecção, desidratação ou a gravidade de uma lesão.

Sinais para atendimento urgente

Procure um serviço de urgência se o bebê apresentar:

  • dificuldade para respirar;
  • não conseguir mamar ou beber, ou vomitar tudo o que recebe;
  • muita sonolência ou dificuldade para acordar;
  • convulsão ou perda de consciência;
  • dificuldade para engolir líquidos ou saliva;
  • sangramento importante ou que não para;
  • lesão séria na boca;
  • aparência ou comportamento de uma criança muito doente.

Se houver necessidade de transporte de emergência, acione o SAMU pelo número 192. Não espere um novo dente aparecer nem tente outro cuidado caseiro antes de buscar a ajuda indicada.

Referências:

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