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Cadeirinha virada para trás: até quando usar?

Mantenha a criança de costas até o limite de altura ou peso da cadeirinha para essa posição. Veja como conferir o ajuste e quando trocar de modelo.

Por Blog do Bebê · Atualizado em
Cuidadora consulta um manual ao lado de um carro estacionado com uma cadeirinha virada para trás no banco traseiro.

A recomendação de segurança é manter bebês e crianças pequenas de costas para o movimento pelo maior tempo permitido pela cadeirinha, até alcançar o limite de altura ou peso dessa posição. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Academia Americana de Pediatria (AAP) orientam essa escolha. O aniversário de 1 ou 2 anos, por si só, não é motivo para virar.

Se o bebê-conforto ficou pequeno, a próxima etapa pode ser uma cadeirinha conversível instalada de costas. O que muda é o equipamento, sem precisar antecipar a posição de frente. Para decidir, confira as medidas atuais da criança e os limites específicos do modo virado para trás.

Procure a faixa certa no manual
Uma cadeirinha com várias fases pode ter limites diferentes para cada posição. Localize a seção de uso de costas e confira altura, peso e ajuste. A faixa total anunciada na embalagem não basta.

Por que viajar de costas protege a criança

Na colisão, a cadeirinha voltada para trás acolhe o corpo e acompanha seu movimento, reduzindo a carga sobre o pescoço e a coluna. Essa é a explicação da NHTSA, órgão de segurança viária dos Estados Unidos, para recomendar essa orientação na primeira infância.

A SBP também recomenda prolongar o uso de costas até os limites de estatura e peso do fabricante. Sentar ou andar sem apoio não substitui esses critérios. A decisão acompanha o tamanho da criança e o que o equipamento permite, em vez de um marco de desenvolvimento ou aniversário.

O que a lei brasileira exige

A Resolução Contran nº 819/2021 estabelece as regras para o transporte infantil. Em regra, crianças com menos de 10 anos que ainda não atingiram 1,45 m devem viajar nos bancos traseiros, com o sistema de retenção adequado.

O anexo inclui bebê-conforto ou conversível para crianças de até 1 ano ou com peso de até 13 kg, conforme o limite máximo definido pelo fabricante. A categoria seguinte, cadeirinha, aparece para maiores de 1 ano até 4 anos ou de 9 a 18 kg, também conforme o máximo do fabricante.

Essas faixas legais não são uma ordem para virar a cadeirinha no primeiro aniversário. O mínimo legal e a recomendação de proteção têm funções diferentes: a lei organiza o uso obrigatório dos dispositivos; a orientação pediátrica é aproveitar o uso de costas até os limites permitidos pelo modelo. Não use os 13 kg da categoria legal como limite universal de toda cadeirinha virada para trás.

Como saber se a criança ainda cabe

Pegue o manual da marca e do modelo exatos. O Inmetro exige instruções e marcações em português do Brasil, com informações de instalação, uso e atendimento ao cliente. Procure a seção da posição virada para trás e faça estas conferências:

  • Peso: compare o peso atual com o máximo permitido para o uso de costas.
  • Altura: confira a estatura atual e o limite dessa posição. Não espere alcançar o peso máximo se o limite de altura já foi atingido.
  • Cabeça e cinto interno: veja nos desenhos e instruções como a cabeça, os ombros e as tiras devem ficar. Ajuste o apoio de cabeça e a altura do cinto conforme o modelo.
  • Redutores e peças: confira quando usar ou retirar cada componente. Acrescente apenas acessórios aprovados para aquela cadeirinha.

Quando a criança atingir um limite ou deixar de atender aos critérios de encaixe, é hora de mudar de configuração ou de equipamento. Não espere ultrapassar todos os limites ao mesmo tempo.

Cuidadora consulta um manual diante de uma cadeirinha virada para trás em um carro estacionado.
Confira os limites de altura e peso da posição de costas e o ajuste indicado no manual da sua cadeirinha.

O bebê-conforto ficou pequeno

O bebê-conforto é um dispositivo usado de costas; não deve ser simplesmente virado para a frente. Se a criança chegou ao limite dele, procure uma cadeirinha conversível que aceite suas medidas no modo de costas e seja compatível com o carro. A AAP recomenda essa continuidade depois que o bebê deixa de caber no assento exclusivo para bebês.

Para a passagem à posição de frente, a nova configuração precisa aceitar a idade, a altura e o peso da criança e usar o cinto interno conforme as instruções. Na mudança, siga as instruções do novo modo de uso, incluindo o caminho do cinto, as ancoragens e os ajustes que o fabricante exigir.

Pernas dobradas ou pés encostando no banco

Pés encostando no encosto do banco não são sinal de que a cadeirinha ficou pequena. A AAP explica que crianças são flexíveis e conseguem encontrar uma posição confortável viajando de costas. Pernas dobradas, por si só, não justificam antecipar a mudança.

Use os limites do modelo e o ajuste do corpo e do cinto como referência. Não afrouxe as tiras nem mude a instalação para tentar deixar as pernas esticadas.

Cuidados na instalação e quando pedir ajuda

Use uma posição autorizada no banco traseiro e consulte também o manual do carro. Antes da viagem, confira:

  • a passagem do cinto ou as ancoragens indicadas para o modo de costas, que podem diferir das usadas de frente;
  • a reclinação conforme o manual e o indicador, quando houver;
  • o travamento da base, quando houver, e a firmeza da instalação pelo procedimento do manual;
  • o cinto interno ajustado ao corpo, sem tiras torcidas ou folga.
Cadeirinha de costas e airbag frontal
Nos veículos com airbag para o passageiro da frente, a Resolução 819 proíbe levar crianças de até 7 anos e meio nesse banco em uma cadeirinha de costas. O airbag pode atingir a parte de trás do dispositivo e causar lesões graves.

Se faltarem instruções ou você não conseguir confirmar uma peça, o encaixe ou a fixação, resolva a dúvida antes de viajar nessa configuração. Procure o SAC com a identificação da cadeirinha, as medidas da criança e o modelo e ano do carro. O manual deve trazer esse canal de atendimento.

Quando a orientação à distância não esclarecer a instalação, busque ajuda presencial de alguém com formação e experiência em dispositivos de retenção infantil. A pessoa precisa conferir a cadeirinha no veículo e ensinar o ajuste a quem a utiliza no dia a dia.

Cuidadora fala ao telefone com um manual de cadeirinha aberto à frente e um carro estacionado ao fundo.
Para esclarecer uma dúvida de uso, tenha a identificação da cadeirinha, as medidas da criança e os dados do carro em mãos.

Perguntas frequentes

Referências:

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